segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

The Silence Of The Lambs.





Em 1992 não teve para mais ninguém. Os cinco prêmios principais oferecidos pela Academia foram diretamente para os braços de Jonathan Demme (melhor direção), Jodie Foster (melhor atriz principal), Anthony Hopkins (melhor ator principal) e Teddy Tally (melhor roteiro adaptado, baseado no romance de Thomas Harris); além da estatueta mais importante: a de melhor filme do ano. Recebeu ainda indicações nas categorias de melhor edição e melhor som.


O sucesso de O silêncio dos inocentes - traduzindo para o português - está associado, sem dúvidas, às excelentes atuações de Hopkins e Foster. Um show de interpretação que pontuou de forma sublime os diálogos de extrema complexidade psicológica, como poucos filmes apresentam. As sequências desse suspense são tão bem feitas, calculadas e intensas, que é quase impossível não agarrar qualquer objeto a frente. Tensão mental e física muito bem imprimidas por Demme.



O sequestro de uma garota, por um psicopata, é o que leva Clarice Starling (J. Foster) a entrar em contato com o, outrora importantíssimo, psiquiatra Hannibal Lecter (A. Hopkins). Tal encontro serviria para que Hannibal traçasse o perfil psicológico do assassino em série, enquanto em troca, Starling revelaria segredos de seu passado. Starling encara a difícil missão de conversar durante horas com o ex-psiquiatra, que é canibal e já está no corredor da morte. Essa ajuda faz com que as pistas certas sejam seguidas, e mariposas exóticas resolvem o mistério - não apresentarei mais spoilers para não atrapalhar, ainda mais, possíveis novos espectadores.

O fato é que, para os cinéfilos de plantão, The silence of the lambs está para o gênero 'serial killer', como o The Godfather está para os filmes de máfia, tamanho seu poder de execução e inteligência. E mais do que isso é a incrível criação que o cinema presenciou, pois Hopkins transformou Hannibal Lecter em um dos mais monstruosos personagens do cinema, ao mesmo tempo em que torna-se impossível não admirar aquela pose calma e as indagações sempre coerentes, do canibal atrás do vidro.

Todos os Oscars arrebatados por essa película são merecidos. Definitivamente, em termos de mistério e suspense é imbatível, pois poucos filmes trazem uma sensação de realidade tão grande como este. Mérito de Demme, de Tally (com a adaptação sucinta para o cinema) e também para a trilha sonora assinada por Howard Shore, que inevitavelmente nesse gênero, faz arrepiar os cabelos da nuca a qualquer instante.

Obra prima, clássica, fantástica! Sem mais.


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