sábado, 12 de julho de 2008

Pride & Prejudice.


  • Um clássico da literatura mundial, de uma das maiores autoras que já existiu, tornou-se sob os ângulos de Joe Wright um dos romances mais envolventes e maduros que o cinema já exibiu. Orgulho e preconceito, da mestra Jane Austen, foi a obra adaptada em questão. A história é sobre Elizabeth Bennet, que junto das quatro irmãs e dos familiares excêntricos, se vê envolvida com Mr. Darcy, um jovem rico e esnobe que chega à cidade em que ela vive, acompanhado de um amigo, o também afortunado Mr. Bringley. O que Austen pontuou de forma brilhante em seu livro, foi colocado, talvez com menos sarcasmo, mas com muita integridade no filme. Vamos a ele.
  • Em uma época em que o contato entra homens e mulheres era bem mais restrito, a mãe de Elizabeth, Mary, Lydia, Kitty e Jane, tem como principal objetivo encontrar um marido para cada uma delas. A filha mais velha, a jovem e bela Jane (Rosamund Pike), ainda não é casada, assim como as demais, e apaixona-se quase à primeira vista pelo adorável Mr. Bringley (Simon Woods), que corresponde instantaneamente. O jovem havia se mudado para uma mansão nos arredores da casa da família Bennet, juntamente com sua irmã Caroline (Kelly Reilly) e o grande amigo Mr. Darcy (Matthew MacFadyen). Logo no primeiro baile conhecem as irmãs Bennet. Porém Darcy, ao contrário de Bringley, não cai de amores por Elizabeth (Keira Knightley), causando inclusive uma terrível impressão a ela, por seus comentários nada gentis e jeito tarciturno; o que muda com o passar do tempo e os encontros cada vez mais inesperados dos dois.
  • Resumidamente, o orgulho e preconceito já explícitos no título, são os dois sentimentos que os personagens demonstram sentir. Elizabeth, apesar de ser uma jovem educada e, aparentemente, sensível e meiga, se mostrou uma verdadeira heroína, ao não ir de encontro a nenhuma situação que desaprove. Ela acreditava que somente o verdadeiro amor a levaria a se entregar a um homem, contando com o apoio do pai. Por outro, Darcy, que apesar de soar arrogante, é um jovem educado e que não se abre facilmente com estranhos, viveu um dilema ao se descobrir apaixonado por Elizabeth, dada a origem humilde e até mesmo os maus hábitos da família da moça, que orgulhosa não se abaixa sob a imponência do nome e fortuna de Darcy.
  • Indicado a quatro Oscars (melhor atriz: Keira Knightley, melhor figurino, trilha sonora e direção de arte), é um romance lindo, com noções reais de como pode se desdobrar o amor. Uma história de época, assistível em pleno século 21, com o amor já tão banalizado, sem análises muito precisas das motivações de um casal. Primoroso.
  • Dario Marianelli, que assina a trilha do filme, traz melodias ricas, que levam o espectador diretamente para o mundo de Elizabeth e Darcy. You hands are cold, é uma das composições mais bonitas que já tive o prazer de ouvir, citando apenas uma das muitas incorporadas ao longo do filme, com leveza e intensidade.
  • É esse, portanto, o Orgulho e preconceito que tanto merece ser assistido e reconhecido, tal sua beleza, inteligência e sagacidade. Jane Austen não formou melhor dupla que não com Joe Wright, nesse caso.