
A primeira vez sempre é marcante. Seja ela qual for, quase sempre é impossível de ser esquecida. O primeiro post de um blog deve ser marcante também. Ou pelo menos representar algo que outrora marcou a vida de alguém. E começo com um filme que marcou minha vida quando o assisti. Tanto que depois de assisti-lo me propiciei novas primeiras vezes e momentos inesquecíveis. Estou falando do traduzido: "Curtindo a vida adoidado", ou originalmente:
Ferris Bueller's Day Off.
- Em 1986 eu não gostava de cinema, não assistia tv, não comia chocolate nem tomava cerveja. Não, eu não era alternativamente careta! Simplesmente não era nem nascida. Ano de lançamento de um dos meus filmes 80' preferidos, o Ferris em questão. John Hughes criou um clássico, talvez sem nem ter essa pretensão. E foi tanta classe que manteve-se vivo e atual até lá por meados de 1996, data em que me vejo sentada no sofá de canto, o verde, de camurça, adorando aquilo tudo.
- Por ter marcado a vida de uma criança de 7 anos, Curtindo a vida adoidado, merece ganhar destaque nesse blog. A comicidade adolescente que o envolve e que faz querer vê-lo a cada ano (e nesse ponto a rede Globo auxilia e muito, ao passá-lo sagrada e anualmente) torna o filme leve e muito cativante, não apenas no diálogo aberto com o espectador, como na vontade repentina de fazer o mesmo e ter adrenalina no segundo nome. Pode até parecer besteira, mas asssitir a um filme desses, dependendo de como anda sua vida é determinante. Você pode buscar a felicidade depois disso. E consegui-la, o que é melhor.
- Destaques não são para protagonistas, pois já estão em voga o tempo todo. Destaco portanto, Alan Ruck, o eterno bo'bão'-moço Cameron, divertido com seu nariz trancado (talvez role uma identificação com a pessoa aqui), que ao lado de Matthew Broderick - que eu assisto qualquer película com seu nome até hoje - faz desse filme um sucesso. Pelo menos para mim. Essa dupla é fundamental para o bom andamento da história, pois corresponde a um equilíbrio que a comédia sempre necessitou (um esperto/um lerdo, usando adjetivos que vieram instantaneamente à cabeça).
- Quanto ao diretor Ed, o impagável Jeffey Jones, comentários são até mesmo dispensáveis. Soube tornar a figura autoritária de um diretor ainda mais "detestável" ao mesmo tempo em que fazia um humor limpo, caricato, porém limpo. Nota 10.
- Como grande estusiasta ao tratar-se desse filme, que fez de minha infância, uma infância mais feliz, associarei agora outra coisa que me faz adorar o Ferris (sim, esse personagem era o tudo o que eu queria ser aos meus 8 anos; não obstante assinei o livro preto do colégio 2 vezes, seis meses após assisti-lo pela primeira vez). A trilha sonora do filme e o modo como Mathew se relaciona com ela. É demais.
1 - Bad, Big Audio Dynamite.
2 - Beat City, Ben Watkins & Adam Peters.
3 - Danke Schoen, Wayne Newton.
4 - The Edge Of Forever, The Dream Academy.
5 - I'm Afraid, Blue Room.
6 - Jeannie (Theme From I Dream Of Jeannie), Hugo Montenegro.
7 - Love Missile F1-11, Sigue Sigue Sputnick.
8 - March Of The Swivelheads, The (English) Beat.
9 - Oh Yeah, Yello.
10 - Please Please Please Let Me Get What I Want, The Dream Academy.
11 - Radio People, Zapp.
12 - Star Wars (Main Title), John Williams.
13 - Taking The Day Off, General Public.
14 - Twist And Shout, The Beatles.
- Mesmo que soe irreal, com 7 anos eu ouvia Beatles e ouvia muito. Tal foi minha surpresa ao ouvir Twist and shout tocando. Sim, eu quis muito ser Ferris, numa versão feminina, brasileira e queridita.
- Uma pequena observação sobre a música principal (Twist and shout). Ela não é original dos Beatles. É, não foi escrita pela dupla genial Paul e John. A banda que primeiro a gravou foi a The Topnotes. Eu só soube disso um bom tempo depois quando ganhei um disco que tinha Topnotes (o que não vem ao caso).
- Para os próximos posts prometo grandes clássicos cinematográficos (não-sessão da tarde, apesar dos filmes bons que eles reprisam sem cansar).